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Escrevemos

Escrevemos palavras que nos satisfazem, escrevemos sobre amor, escrevemos sobre a vida, escrevemos sobre a morte, por mais pesarosa que esta seja, escrevemos sobre os abutres, escrevemos sobre o amigos, sobre os colegas, escrevemos sob a cama, sob a ponte, sob nossas cabeças, escrevemos sobre qualquer coisa que nos satisfaça a vista, que nos seja apreciável pelos ouvidos, que nos pareça bom, e até o que nos pareça mal, fazer mal, apesar de escrevermos tanto, ainda não escrevemos o suficiente para nos abastecer, então constantemente nos escrevemos, escrevemos para nós, para os outros, para os vivos e os mortos, escrevemos o que está n alma nossa, na alma do outro, no outro lado da lama, escrevemos a droga da palavra, escrevemos a beleza da palavras, escrevemos a palavra que sai de nossas bocas, escrevemos a poesia que sai dos nossos poros, escrevemos para além de nós no mar infinito, escrevemos a nossa transparências, escrevemos o que não deixamos transparecer, escrevemos a nossa vida ...

Ser humano

Ser humano é aquele ser coberto de sentimentos. Sentimentos são coisas que sentimos na alma, na pele, no coração. Coração é um guardador de sentimentos. Sentimentos se externam e às vezes os sentimos na pele. Pele é o maior órgão do corpo do Ser Humano, talvez por isso sentimos tão fortemente quando se externam os sentimentos, a pele transborda de suor, a pele fica fria e nos afogamos nos sentimentos. Sentimentos são drogas injetadas a queima roupa. Roupas às vezes nos servem para cobrir o caráter. Caráter que perdemos ao nos despir. Despir-se das máscaras deveria ser obrigação de todo ser humano. Ser humano é sentir toda a raiva, ódio, rancor, amor, saudade, hipocrisia e ainda assim manter-se humano. Amor é o sentimento mãe de todos os sentimentos. Talvez? Eu acho... Afinal quem sou eu? Eu dotada de sentimentos. Sentimentos...

Escrever novamente

E tem vezes que a inspiração se some desaparece, dá a doida, o vento varre ela pra longe e de repente, assim, sem mais, não mais, nem menos. Escrever é arte, a vida é arte, a alma arde em inspirações outrora lindas, agora tão distantes. Escrever é arte e a alma anseia de viver dessa arte. Sem best sellers, sem palavras banais. Escrever faz parte dessa loucura que nos rege que nos mede, que nos aflige, que nos embriaga. E assim seguimos e assim escrevemos e assim amamos...

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No instante em que se calam as bocas Falam os corações. No momento em que se deixam levar  É o momento em que a vida começa a circular com mais força A sobriedade, a utopia, tudo toma lugar E no instante em que fala a alma Tudo é barulho, o barulho mais gostoso de se ouvir Patricia R. Cavalcante