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Movimento...

"Ainda não acabaram-se as palavras, nem as melodias" "O que falta é a falta do que fazer" "O ócio, desejo um pouco de ócio" "E ele chega" "Não quero mais o ócio" "Só penso no movimento constante e inconstante" "Eu quero movimento" "Movimento" "Esse me toma a qualquer momento" "..."

Sentimento...(s)

Sentimento, sentimento, sentimento, sentimento, infinitos sentimentos, nomes, palavras, frases que não traduzam o sentimento. "De que sentimentos estás a falar?" Do sentimento, o sentimento, os sentimentos, aqueles que se misturam e foram o ser humano, eu, meu ser humano. "Mas como é essa mistura?" É assim, indescritível, são mistos de ardor, desejo, paixão, tristeza, raiva, ira, inveja, ódio, amor, carinho, razão, angústia, alegria, agonia, amargura, ambição, apatia, calma, cólera, compaixão, conflito, desespero, desencanto, dó, egoísmo,... e a intensidade disso se torna uma quase insanidade que toma os poros de tal modo que cai e deita e levanta e é arremessada contra si mesma e sente e sente e sente com todo o corpo, toda a alma, todo o coração. O sentimento que a toma não é passível de descrições tão poucas, é absurdamente ridículo, perguntas, perguntas, para que tantas acerca dessa mistura de sentimentos, afinal nunca saberás até sentir. E como sentir? vai sen...

Tão...Nós...

Você é tão, tão... como posso explicar? engraçada? não, não é isso. O que seria, é tão difícil por vezes, tão difícil e a dificuldade aumenta e diminui a cada nível que se passa e passou, passou o dia, a noite, a madrugada chegou e não consigo. Estou parado, perplexo, estático diante de ti, de mim diante do espelho e o que é, que é que queres de mim assim tão perto de ti. Não, não me peças por mentiras, nunca mais, eu não sei mentir, não pra ti, não prali, não pra nada. Sim, sim para tuas glórias inexistentes, tão sedentas de si, tão inquietas de mim, tão nada, tão fechada, tão mal amada, desalinhada, tão, tão... tão preguiçosa a pensar em futuros distantes, passados presentes na alma e o presente que de tão inconstante cansa-se de si e passa, passa o ônibus, o carro, a moto, a bicicleta, o pedestre e tudo o que fazem é rastejar, rastejar para caminhos opostos, dispostos a se encontrar e se desencontrar em caminhos de trilhas tortuosas e retas e curvas e cíclicas, círculos, círcu...

Nem Sei...

Nem sei eu de minha própria criação Os movimentos, os sentimentos, o que se cria através de olhos fechados O que se tem de tão bom nessa natureza? Um pincel, lápis de cor, giz de cera, a tinta e enfim os movimentos A parede toda manchada da beleza que de repente se soltou Um balão, um coração, um algo que ainda não se tem características aos olhos do mundo Quadros, quadrados, triângulos A alma, essa arma na mão...

É muita EHistória...

Histórias escritas, mal contadas, bem estruturas, mal estruturadas, semi-estruturadas, mal escritas, mal amadas, bem acariciadas, ou nunca influenciadas, com ou sem emoção. O que importa mais que isso é a pura sensação de estar sentindo-se dentro de uma história, dentro da história, onde podemos, não podemos, onde criamos, recriamos, pintamos, bordamos, morremos, amamos, vivemos, sobrevivemos, cantamos, dançamos, fazemos tudo a nosso bem querer, mal saber, bem entender. Sentimos a chuva molhando, caindo, deitando, subindo e chuá, chuá, chuuuuuuuuuuuuuuu. E vemos o alvorecer de  cada  calma escurecida louca barulhenta madrugada, e ninguém sabe ou nunca soube o que aconteceu. A história acabou e aí? onde ficam os personagens tão bem maquiados? Ficarão eles guardados até que outro venha e abra o tão desejado livro, para assim os descobrir, libertar ou aprisionar? A história começa e recomeça, passa de mão em mão, cai na graças de um, nos desgostos, desgraças de outros, e se...

Uma história...

Saíram às 3 da madrugada, tinham que estar na rodoviária exatamente às 3:30, porém havia um grande problema (ou não), a casa deles ficava à exatos 40 minutos de lá, com ou sem trânsito, eram sempre 40 minutos. Saíram mesmo assim, a lua ainda estava alta, brilhante como sempre, quase sonolenta. Foram. No meio do caminho, 15 minutos de caminhada depois, encontraram um senhor, ele era cego, percebeu que alguém se aproximava e perguntou "Quem está aí?" "Nós", responderam. "Bem nós, não sei meu nome, nem sei se um dia tive, talvez sim, todos tem nome, mesmo que o nome seja um número, todos tem nome, podem me chamar de alguém ou ninguém ou quem, devem ter percebido que a vista me falta, sim sou cego, mas não de nascença, não de doença, ou melhor é uma doença sim, arrogância, há tempos atrás eu só via meu próprio nariz, minha visão cansou dessa vista imóvel e mudou-se para outro lar, nem me deixou lembranças, eu não me deixei lembranças, não sei como é o pôr do sol, ...

Reflexão acerca da perfeição....

A perfeição da imperfeição que somos é o que move em busca da constante perfeição.  Perfeição. O que seria, o que é, o que foi. Será que um dia esteve aqui, ali, acolá. Eles dizem que sim. Será??? A perfeição pode estar além da compreensão de nossas mentes, dizer o que é perfeição seria como eleger o soberano e decretar a morte em massa de milhares, milhões, bilhares, bilhões, seria como eleger a dita ignorância para governar. A perfeição, na consciência dessa, reside na imperfeição das coisas. Essa imperfeição que não diminui o que somos. Nunca diminuiu.